quarta-feira, 20 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
procedimentos didáticos para implementar uma prática continuada de produção de textos na escola:
Tratamento didático:
• oferecer textos escritos impressos de boa qualidade, através da leitura (quando os alunos ainda não lêem com independência, isso se torna possível através de leituras de textos realizadas pelo professor, o que precisa, também, ser uma prática continuada e freqüente). São esses textos que podem se converter em referências de escrita para os alunos;
• solicitar aos alunos que produzam textos muito antes de saberem grafá-los. Ditar para o professor, para um colega que já saiba escrever ou para ser gravado em fita cassete é uma forma de viabilizar isso. Quando ainda não se sabe escrever, ouvir alguém lendo o texto que produziu é uma experiência importante;
• propor situações de produção de textos, em pequenos grupos, nas quais os alunos compartilhem as atividades, embora realizando diferentes tarefas: produzir propriamente, grafar e revisar. Essa é uma estratégia didática bastante produtiva porque permite que as dificuldades inerentes à exigência de coordenar muitos aspectos ao mesmo tempo sejam divididas entre os alunos. Eles podem, momentaneamente, dedicar-se a uma tarefa mais específica enquanto os outros cuidam das demais. São situações em que um aluno produz e dita a outro, que escreve, enquanto um terceiro revisa, por exemplo. Experimentando esses diferentes papéis enunciativos, envolvendo-se com cada um, a cada vez, numa atividade colaborativa, podem ir construindo sua competência para posteriormente realizarem sozinhos todos os procedimentos envolvidos numa produção de textos. Nessas situações, o professor tem um papel decisivo tanto para definir os agrupamentos como para explicitar claramente qual a tarefa de cada aluno, além de oferecer a ajuda que se fizer necessária durante a atividade;
• a conversa entre professor e alunos é, também, uma importante estratégia didática em se tratando da prática de produção de textos: ela permite, por exemplo, a explicitação das dificuldades e a discussão de certas fantasias criadas pelas aparências. Uma delas é a da facilidade que os bons escritores (de livros) teriam para redigir. Quando está acabado, o texto praticamente não deixa traços de sua produção. Este, muito mais do que mostra, esconde o processo através do qual foi produzido. Sendo assim, é fundamental que os alunos saibam que escrever, ainda que gratificante para muitos, não é fácil para ninguém.
• oferecer textos escritos impressos de boa qualidade, através da leitura (quando os alunos ainda não lêem com independência, isso se torna possível através de leituras de textos realizadas pelo professor, o que precisa, também, ser uma prática continuada e freqüente). São esses textos que podem se converter em referências de escrita para os alunos;
• solicitar aos alunos que produzam textos muito antes de saberem grafá-los. Ditar para o professor, para um colega que já saiba escrever ou para ser gravado em fita cassete é uma forma de viabilizar isso. Quando ainda não se sabe escrever, ouvir alguém lendo o texto que produziu é uma experiência importante;
• propor situações de produção de textos, em pequenos grupos, nas quais os alunos compartilhem as atividades, embora realizando diferentes tarefas: produzir propriamente, grafar e revisar. Essa é uma estratégia didática bastante produtiva porque permite que as dificuldades inerentes à exigência de coordenar muitos aspectos ao mesmo tempo sejam divididas entre os alunos. Eles podem, momentaneamente, dedicar-se a uma tarefa mais específica enquanto os outros cuidam das demais. São situações em que um aluno produz e dita a outro, que escreve, enquanto um terceiro revisa, por exemplo. Experimentando esses diferentes papéis enunciativos, envolvendo-se com cada um, a cada vez, numa atividade colaborativa, podem ir construindo sua competência para posteriormente realizarem sozinhos todos os procedimentos envolvidos numa produção de textos. Nessas situações, o professor tem um papel decisivo tanto para definir os agrupamentos como para explicitar claramente qual a tarefa de cada aluno, além de oferecer a ajuda que se fizer necessária durante a atividade;
• a conversa entre professor e alunos é, também, uma importante estratégia didática em se tratando da prática de produção de textos: ela permite, por exemplo, a explicitação das dificuldades e a discussão de certas fantasias criadas pelas aparências. Uma delas é a da facilidade que os bons escritores (de livros) teriam para redigir. Quando está acabado, o texto praticamente não deixa traços de sua produção. Este, muito mais do que mostra, esconde o processo através do qual foi produzido. Sendo assim, é fundamental que os alunos saibam que escrever, ainda que gratificante para muitos, não é fácil para ninguém.
Monteiro Lobato
(Taubaté, 18 de abril de 1882 — São Paulo, 4 de julho de 1948

(Imagem retirado do blog Alma de Educador)

(Imagem retirado do blog Alma de Educador)
Monteiro Lobato (1882-1948) Nascido a 18 de abril de 1882, em Taubaté, São Paulo, neto do Visconde de Tremembé. Seu nome de batismo era José Renato Monteiro Lobato, mas ele trocou para José Bento porque assim poderia usar a bengala de seu pai, gravada com as iniciais J.B.M.L. Escritor e editor, precursor do movimento modernista brasileiro, mas também seu crítico. Na verdade, não tinha intenções literárias no início de sua vida. Ironicamente, não conseguiu estudar direito em São Paulo por ter sido reprovado em português. Estabelecido como advogado e fazendeiro de café, escreveu um dia uma carta a um jornal paulistano, falando sobre a aridez e outras questões de terra no interior. O editor do jornal lhe pediu novos artigos, ao que Lobato respondeu com novos textos e contos, mais tarde reunidos em seu livro ´Urupês´ (1918). Nesse livro, Lobato criou seu célebre personagem, o Jeca Tatu, que se tornou um símbolo não tanto do caipira brasileiro quanto do atraso das regiões remotas. De personalidade muito dinâmica, Lobato se mudou para São Paulo e fundou a Revista do Brasil, seguida de uma editora, a Monteiro Lobato e Cia., primeira editora nacional (até então os livros ainda eram impressos em Portugal), apoiando novos talentos literários que despontavam na época. Muito crítico e rebelde, entrou e saiu de prisões várias vezes, chegando a ser exilado. A partir de uma pesquisa de opinião que promoveu no jornal ´O Estado de São Paulo´ sobre a figura do Saci, lançou seu primeiro livro: ´O Saci-Pererê´. No natal de 1920 publicou ´A menina do narizinho arrebitado´ que em um ano teve edição de 50 mil exemplares e se tornou leitura obrigatória para o primeiro grau. Com o crescimento de sua editora, Lobato montou em 1924 o maior parque gráfico da América Latina, mas no ano seguinte, por dificuldades financeiras, foi obrigado a fechá-la. Logo estabeleceu a Companhia Editora Nacional, com mais dez sócios. Em 1927 mudou-se para os Estados Unidos, como adido comercial do Consulado do Brasil, mas em 1930, com a queda de Washington Luis, foi exonerado de seu cargo e voltou ao país para começar aquela que seria sua fase mais complicada. Lobato se engajou na luta em prol da exploração de ferro e petróleo, como forma de acelerar o desenvolvimento nacional. Em função dessa nova postura, foi preso e perseguido pelo governo Vargas. Por outro lado, essa contrariedade o fez voltar à literatura infantil.
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