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quarta-feira, 9 de maio de 2012

A origem do Dia das Mães


A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.
O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de "O Hino de Batalha da República".
Mas foi outra americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.
Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.
Finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data.
"Não criei o dia das mães para ter lucro"
O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse uma dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. "Não criei o dia as mães para ter lucro", disse furiosa a um repórter, em 1923. Nesta mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso.
Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa a diante. Dizia que as pessoas não agradecem freqüentemente o amor que recebem de suas mães. "O amor de uma mãe é diariamente novo", afirmou certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todos, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.
Cravos: símbolo da maternidade
Durante a primeira missa das mães, Anna enviou 500 cravos brancos, escolhidos por ela, para a igreja de Grafton. Em um telegrama para a congregação, ela declarou que todos deveriam receber a flor. As mães, em memória do dia, deveriam ganhar dois cravos. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, com o mesmo propósito. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados.
No Brasil
O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.


Texto compilado das seguintes fontes
- Pesquisa de Daniela Bertocchi Seawright para o site Terra,
http://www.terra.com.br/diadasmaes/odia.htm
Fontes / Imagens:
· Norman F. Kendall, Mothers Day, A History of its Founding and its Founder, 1937.
· Main Street Mom
· West Virginia Oficial Site
- O Guia dos Curiosos - Marcelo Duarte. Cia da Letras, S.P., 1995.
- Revista Vtrine - artigo - Abril, S.P., 1999

sábado, 7 de maio de 2011

O AMOR DE MÃE NASCE NA ALMA E NÃO NO SANGUE

O sonho estava tão perto, como não pude perceber antes?
Fomos chamados, enfim chegara nossa vez na longa fila de espera pelo nosso segundo filho, que emoção, que alegria, o ar mal entrava em meus pulmões, não havia fôlego, só de pensar que estávamos indo buscar nosso pequeno... não dava para acreditar.
Enfim, chegamos no Abrigo que hospedava nosso filho. Passa por um, passa por outro, mostram-se papéis, berçário, crianças, e... finalmente alguém nos diz: “pode entrar naquela sala, o menino que vocês vieram conhecer está logo ali no 1º berço!”
O “1º berço”: havia um nenezinho, fraquinho, pequenino, com conjuntivite nos olhos, mal conseguia abri-los, aqueles olhinhos pretos, inchados, fixos em nossa direção, como que numa súplica: “só quero ser amado”. Naquele momento, ele estirou um sorriso, que por toda minha existência jamais será esquecido. Aquele era o MEU FILHO!
Soubemos, que nosso filho fora abandonado em um hospital aos dois meses de vida, com infecção generalizada, meningite, desnutrição aguda, anemia, cianose, passando por 2 transfusões de sangue, ficou na U.T.I. por duas semanas. Era um histórico assustador, mas não vacilamos um só momento.
Toda mãe sonha em ter um filho perfeito, bonito, inteligente, mas na hora em que os olhares se cruzam, você intui, se é o seu, não importa cor, tipo de cabelo, saúde, histórico de vida, não importa nada, o que conta é o “daqui para frente”. E assim o foi, trouxemos nosso filho para casa.
De imediato nosso pequeno foi cercado de muito amor por toda a família e amigos, apesar de doentinho, estava sempre sorrindo.
Levamos nosso filho ao médico, que após examinar, nos deu um conselho: “Devolva!”. Eu com meu filho nos braços, ouvindo o parecer do médico, desesperada, sim desesperada!. O que faria agora? Por onde começar a luta? O médico falou que meu bebê ficaria anão, poderia ter seqüelas da meningite, sofrida com tão pouco tempo de vida, poderia ser um portador do temeroso vírus HIV, afinal de contas foram 2 transfusões de sangue, poderia ter problemas mentais, pois havia chegado ao hospital com cianose, tinha broncopneumonia. Meu Deus, o que fazer? Devolver jamais passou por nossas mentes, ele era nosso!
Eu só conseguia chorar. Meu marido, forte batalhador, grandioso homem, virou para mim e disse: “Meu bem, se nosso filho tiver que parar de crescer mais cedo do que as outras crianças, se for portador de alguma deficiência, o que poderemos fazer? Assim é a vida, não chore. O importante é lutarmos para recuperar esses seis meses de vida que nosso filho teve de sofrimento em função da ausência do LAR.”
Chorei por três dias e três noites, acordava no meio da noite para chorar, não achava uma saída, após o 3º dia, acordei, resolvi parar de chorar e ir à luta. De lá para cá passamos por uns 15 médicos. Se alguém me falava, olha tem um médico na “China” que vai curá-lo, lá íamos nós. Nessa jornada, passamos com ele por médicos alopatas, espíritas, homeopatas, acupunturistas, massagistas, especialistas em florais, “benzedores”, etc. Quando ele piorava, corríamos ao Pronto Socorro, para atendimento de urgência, e logo no início do dia seguinte, levávamos ao seu pediatra. Remédios, remédios e mais remédios. Quando tudo parecia melhorar, ele tinha outra recaída. Chegou a ficar uma semana internado com dificuldades respiratórias. Tudo parecia estar acontecendo. E assim foi indo, o dia todo, todos os dias...
Depois que ele saiu do hospital, já mais fortalecido, começamos a fazer os exames. Atualmente, ele se encontra recuperado, não tem nenhuma deficiência, não sofre mais de doença alguma, atingiu a altura normal, é uma criança que chama atenção dos outros na rua de tão lindo que é. Com todo amor do mundo, ele ultrapassou todos os obstáculos.
Emagreci 12 kg, mas aprendi a ser forte, encarar os fatos da vida como nos são trazidos. Ergui minha cabeça e lutei muito.
Hoje, tenho um filho que toda mãe sonha: um menino dócil, amável, ativo, inteligente, bonito, e tão normal quanto qualquer outra criança da idade dele. Porém, em especial: um enviado de Deus.
Escapou da morte para nos trazer a vida!
Assinado
Mãe coruja!
Fonte: depoimento recolhido no site Filhos Adotivos - www.filhosadotivos.com.br


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Origem do "Dia das Mães"


A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.
O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de "O Hino de Batalha da República".
Mas foi outra americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.
Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.
Finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data.
"Não criei o dia das mães para ter lucro"
O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse uma dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. "Não criei o dia as mães para ter lucro", disse furiosa a um repórter, em 1923. Nesta mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso.
Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa a diante. Dizia que as pessoas não agradecem freqüentemente o amor que recebem de suas mães. "O amor de uma mãe é diariamente novo", afirmou certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todos, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.
Cravos: símbolo da maternidade
Durante a primeira missa das mães, Anna enviou 500 cravos brancos, escolhidos por ela, para a igreja de Grafton. Em um telegrama para a congregação, ela declarou que todos deveriam receber a flor. As mães, em memória do dia, deveriam ganhar dois cravos. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, com o mesmo propósito. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados.
No Brasil
O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.


Texto compilado das seguintes fontes
- Pesquisa de Daniela Bertocchi Seawright para o site Terra, 
http://www.terra.com.br/diadasmaes/odia.htm
Fontes / Imagens:
· Norman F. Kendall, Mothers Day, A History of its Founding and its Founder, 1937. 
· Main Street Mom 
· West Virginia Oficial Site
- O Guia dos Curiosos - Marcelo Duarte. Cia da Letras, S.P., 1995.
- Revista Vtrine - artigo - Abril, S.P., 1999


http://www.portaldafamilia.org/artigos/texto026.shtml


segunda-feira, 2 de maio de 2011

HISTÓRIA ILUSTRADA DIA DAS MÃES: EU QUERO A MINHA MÃE!

Esta história na verdade é um teatro que li na internet, em www.paralideres.org, traduzida, adaptada e desenhada por Pra Gabriela Pache de Fiúza. (Edição Pr Joel Fiúza)
Figura 1
Carol e sua mãe estavam discutindo. Carol tinha 12 anos e queria levar uma vida parecida com a das colegas da escola.
– Mas mãe! A senhora é muito exigente! Eu queria ser como as minhas colegas. Elas saem, vão ao shopping sozinhas, passeiam e voltam tarde! E eu já tenho 12 anos!
-Olha filhinha, você ainda é muito pequena, e se as suas amigas fazem essas coisas, fique sabendo que enquanto você for menor de idade e morar debaixo do meu teto, quem manda aqui, sou eu e o seu pai!
– Isso não é justo! Você só quer que eu faça o que você quer. E eu sou uma filha tão boazinha!
– Boazinha? A sua professora falou que você não esta nada bem em Matemática e Ciências. Quando lhe peco para lavar a louça você não obedece. Quando peço para você desligar a TV e dormir você fica resmungando quase uma hora. Você deve obedecer, não somente quando você quer, quando lhe é conveniente, porque isso não é obediência.
Carol pegou uma revista e se sentou muito contrariada; folheando-a disse para sua mãe:
- Ok, você esta certa, assim como você, eu não sou perfeita…
– Sabe de uma coisa Carol? É melhor ir trabalhar porque já estou atrasada, gostaria muito que você refletisse no que nós conversamos, você é uma filha de Deus que ama Jesus, e isso faz de você uma adolescente diferente, né?
Bem! filha, a louça precisa ser lavada e você tem que limpar o banheiro. E não abra a porta para estranhos, ok?
Figura 2
A mãe deu um beijo na filha e saiu para o trabalho. Carol ficou chateada, pegou a revista e sentou falando:
-Eu não vou fazer nada, pareço a domestica do lar! Como desejo ter outra mãe!!!! Não agüento mais esta vida!
De repente surgiu uma voz e disse: Desejo concedido!
Carol ficou apavorada, pulou da cadeira e perguntou com muito medo:
– Quem esta falando?
-Sou eu, a cumpridora de desejos de crianças. Quando vejo alguma criança aflita venho socorrê-la! Você não pode me ver, mas, eu posso cumprir os seus desejos.
-Não é possível! Devo estar ficando doente!
– Menina, deixe de perder tempo e faça o seu pedido. Você parecia tão desesperada que vim sem vacilar. Parece-me que ouvi algo sobre trocar de mãe?
– Sim, na verdade é isso mesmo, mas primeiro quero deixar algo bem claro: Eu não sou uma criança, já sou juvenil!
-Tudo bem! O que você quer?
-Hummmm!!! Bom. Sim! eu quero trocar de mãe. Quero uma mãe legal, e moderna, que seja condescendente comigo. Quero que ela me deixe fazer tudo o que eu quero, que tenha muito dinheiro e me compre tudo o que eu gosto.
– Tudo bem, que aceite você fazer tudo que quiser e comprar o que você gosta. Desejo concedido!
Figura 3
Nesse momento entrou uma mamãe muito moderna e bonita. Carol mal podia acreditar no que via, então decidiu testar a nova mãe!
– Mamãe…
– Menina, não me chame assim! Você não esta vendo que gastei muito dinheiro em cirurgias plásticas e lipos para me tornar mais jovem e não quero que as pessoas saibam que já tenho uma filha tão velha. Cruzes! Eu sou jovem demais pra ser mãe!
-Perdoa-me, é que eu queria pedir licença para sair com as minhas amigas; a gente vai ao shopping; e preciso de dinheiro para comprar roupas e…
-Deixa-me ver…, sim. Esta aqui. toma. É um cartão de crédito, pode gastar o tanto que você quiser.
– Ah!! queria terminar de contar sobre aquela menina da escola que sempre quer brigar comigo…
Tocou o celular da mãe…
– Menina eu já dei o que você queria…, não tenho tempo pra ouvi-la. Ligaram-me do salão e tenho que ir para não perder a hora. Bye!!
Carol ficou arrasada.
– Essa não é a mãe que eu queria! Senhora cumpridora de desejos!! Socorrooooo!! Não quero essa mãe!!
-Menina – disse a voz – não grite desse jeito! O que aconteceu? Não gostou da sua nova mãe?
– Você deu uma exagerada né? Pedi uma mãe complacente. Mas, essa aí, não estava nem ai pra mim! Só queria saber de salão, unhas, plásticas, cabelos… Socorro! Quando tentei falar de um problema, ela não deu a mínima para mim.
– Então o que você quer?
- Eu queria uma mãe que fosse boa, que me desse muito carinho e me escutasse.
– Você tem certeza disso?
-Certeza!
Desejo concedido!
Figura 4
Entrou a nova mãe, e com um abraço apertado a cumprimentou, e a encheu de beijos e de palavras agradáveis.
– Carol, filhinha do meu coração, pedaço da minha vida, quanta saudade senti de você! – e a abraçou – Como você está minha vida? Conte-me como foi o seu dia na escola! Não se esqueça de nenhum detalhe, eu sou toda ouvidos! Fale minha linda!
Carol estava tentando se livrar dos amassos e apertos da nova mãe.
– Estou bem mamãe, eu queria sim, atenção, mas você esta me sufocando, estou ate sem ar!!
– Ooh! Perdoa-me, minha filha! – e pegando a revista começou a abanar a filha – O que você quer? Quer comer? Quer falar? Diga-me.
– Ah mamãe!! Deixe-me respirar!!!
_Você quer respirar? – começou a abanar de novo -
-Não mamãe! Não é isso. É que você está me esgotando com tantos apertos e perguntas.
-Você esta esgotada minha vida, minha flor? É melhor se deitar um pouquinho! Quer umas massagens nos pés? Venha, eu tiro o seu tênis!
– Não!! Você não entende mamãe? Sabe de uma coisa? Eu queria que você fosse ao supermercado comprar aquelas bolachas que eu gosto.
– Sim meu docinho de coco. Já tô indo. Você me espera? Não vai ficar com saudades, né?
Com cara de impaciência Carol respondeu:
-Não mamãe. Dou conta de esperar você voltar, pode ir tranqüila.
Carol ficou enjoada por tantos apertos, e gritou com todas as suas forças:
-Senhora do desejo das crianças! Cadê você? É tão difícil me dar o que peço?
-Mas minha querida, você falou que queria uma mãe boa, que lhe desse muito carinho e que a escutasse; o que mais você pode querer? Você é o centro da sua vida!
– Sim. Isso deu para ver de longe! Ela quase me espremeu em seus braços! Eu acho que a mãe deve ser um pouquinho mais firme! Eu quero que seja carinhosa sim, mas, que tenha autoridade, que saiba por em ordem a casa, entendeu?
– Ok menina, mas, deve ficar bem claro que estou dando o que você pediu!
Desejo Concedido!
Figura 5
Entrou então uma mãe com cara de poucos amigos. Ela olhou para Carol de longe e já foi gritando…
– Fica de pé, mocinha! Você quer comer alguma coisa?
Carol respondeu cheia de medo… – Sim…
-Assim não se responde; você deve falar: senhora, sim senhora!
-senhora, sim senhora. Respondeu Carol.
– A partir de hoje o almoço será as 13:00 h; nem um minuto antes nem um minuto depois, não haverá saídas para a rua depois das 20:00 h; a menos que eu vá com você. A televisão só ficará ligada das 17 as 18:00 h; o dever de casa será feito todos os dias; e as 20:00 h você já estará dormindo. Ficou claro para você?
– Senhora, sim senhora…, mas, eu não poderia dormir um pouquinho mais tarde e assistir mais televisão, e…
-Ordens são feitas para serem obedecidas, e não haverá mudanças até um novo aviso. E agora, pode limpar esta bagunça. Eu vou fazer umas compras e quando voltar, quero esta casa impecável; porque senão custara caro para você! Entendeu?
– Senhora, sim senhora.
Quando Carol ficou sozinha, soltou um forte grito:
Senhora, desejo concedido! Você está de brincadeira comigo, né? Você é oito ou oitenta!
Figura 6
- Mas eu dei tudo o que você queria e ainda assim fica brava!? O único que eu queria era que você enxergasse a mamãe que você tem em casa! Vejamos…
Sua mãe faz coisas que você gosta?
-Sim ela faz comidas deliciosas.
– Ela a ouve quando você esta com problemas?
– Sim, ela sempre me ouve, não somente quando estou com problemas, mas também quando quero jogar papo fora.
– Ela disciplina você?
-Sim, mas eu não gosto, não.
– Ninguém gosta, mas essas disciplinas nos fazem crescer dentro de limites, e nos tornam pessoas doces e gente de bom caráter; e disciplina é demonstração de amor. Quem ama disciplina.
– é! não tinha pensado nisso.
– Além disso, ela ama você, e ora por você todos os dias. Ela cria você nos princípios da Palavra de Deus. E talvez você não tenha sido uma filha obediente não acha?
– É! você tem razão! E estou muito arrependida. Eu quero também ser uma serva de Deus como ela, eu quero a minha mãe!!! EU QUERO A MINHA MÃE!!! EU QUERO A MINHA MÃE!!! EU QUERO A MINHA MÃE!!!
Figura 7
-Filha acorda!! É só um pesadelo! Eu estou aqui. Parece que você adormeceu depois de ler essa revista.
-Minha mamãe! Perdoa-me! eu tenho sido uma filha desobediente e não tenho dado o valor que você merece. Eu a amo muito, você é a melhor mãe do mundo, não trocaria você por nenhuma outra!
-Trocar? Do que você esta falando?
-Nada não! Sabe mamãe: hoje tomei o compromisso de ser uma verdadeira cristã! Igualzinha a você!
– Mas que benção minha filha! É a melhor noticia que poderia ter recebido! Eu a amo muito.
-Ah e me perdoa, não limpei nada!
– Não tem problema minha filha; vamos primeiro comer uma pizza gostosa que eu trouxe e depois a gente divide o serviço. Ok?
– Mamãe, você é a melhor mãe do mundo!!!!!!!!!!!!!!